Espírito do Natal.
Odeio o Papai Noel.
“E que se lixe os presentes para lá, eu quero algo real… quero um sentimento sem ganância.”
Então é Natal…
Fiquei relutante em falar sobre esse assunto, pois um conjunto de informações me fazem odiar e ter desgosto dessa data de modo descomunal.
Esse combo de luzes animadas, comidas tradicionais, falsidade generalizada, canções e filmes com a mesma estética, núcleo familiar unido…
Não me leve a mal… Porém essa união ilusória de famílias se amando, desejando Feliz Natal só por obrigação e pelo famoso “Espírito do Natal” me dá nos nervos.
Odeio todo esse sistema quase que obrigatório de falsidade e tradições impostas desde muitos séculos por famílias, pelo conservadorismo e também pelas igrejas. Esse padrão me estressa. Ainda mais quando me recordo que isso tudo apenas enaltece mais um pouquinho o capitalismo que já busca te lembrar que o Natal vem aí em outubro e novembro.
Odeio o vermelho, o amarelo, o verde, o branco e o azul natalino.
O Natal, para mim, é só mais uma lembrança de que as exigências conservadoras da Igreja ganhou de novo e ainda controla o mundo todo.
O Natal é um lembrete de que muitas crianças não vão receber presentes, nem sentar em uma mesa com um pano brega estampado a cara do Papai Noel e comer essas comidas nem um pouco saborosas — ao meu ver — de Natal.
O Natal é a lembrança de que a necessidade fala mais alto do que o amor.
O Natal é um estímulo capitalista, conservador e traumático para pessoas com famílias instáveis… como eu.
E que se lixe os presentes para lá, eu quero algo real… quero um sentimento sem ganância.
Odeio toda essa imagem de Natal.
E agora percebo que cansei de falar. Não quero mais falar. As brigas familiares sobre o Natal atrás de mim estão me cansando.
Quando me canso, não penso e quando não penso, não quero escrever.
Espero que entendam o que eu quis dizer.



